<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684</id><updated>2011-12-01T07:35:22.235-08:00</updated><title type='text'>Mes mots et mes choses</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-5169314364235136206</id><published>2011-12-01T07:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T07:35:22.246-08:00</updated><title type='text'>Escola da Ponte (I)</title><content type='html'>Começo a preparar uma visita à Escola da Ponte, em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue aqui o site da Escola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.escoladaponte.com.pt/html2/portug/bemvindo.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da visita posto um texto crítico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-5169314364235136206?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/5169314364235136206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=5169314364235136206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/5169314364235136206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/5169314364235136206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2011/12/escola-da-ponte-i.html' title='Escola da Ponte (I)'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4511157725278719743</id><published>2011-10-08T11:33:00.001-07:00</published><updated>2011-10-08T11:36:50.540-07:00</updated><title type='text'>Horizonte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-JF97T-Dh2qg/TpCXi8WYkbI/AAAAAAAAAF8/vwxu0AWIikk/s1600/DSC00277.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JF97T-Dh2qg/TpCXi8WYkbI/AAAAAAAAAF8/vwxu0AWIikk/s320/DSC00277.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661191358176072114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas atrás caminhando pelas ruas de Porto Alegre encontrei uma pessoa muito querida que foi minha colega de trabalho alguns anos atrás e que possui uma bela experiência de vida. Toda vez que lembro dela ou a encontro relembro das suas fantásticas histórias. &lt;br /&gt;Nunca esqueço do dia, quando ainda não tínhamos muita proximidade, em que ela sentou-se ao lado da minha mesa de trabalho e começou a contar-me uma história de algumas décadas atrás, quando o Brasil enfrentava uns de seus períodos mais dolorosos. Contou-me sobre uma reunião, da qual seu então marido participou e que, se estou bem lembrada, tinha ligações aos movimentos estudantil e partidário. Mais tarde, ela encontrou alguns dos participantes da mesma reunião e, posteriormente, ficou sabendo que, naquela ocasião, esteve presente Che Guevara, pois foi no período em que ele veio ao Brasil. &lt;br /&gt;Essa é apenas uma das muitas histórias, a qual não tive mais a oportunidade de relembrar os detalhes com essa estimada pessoa. &lt;br /&gt;Nessa última vez em que nos encontramos, ela disse algo que eu sempre senti. Contando-me sobre uma de suas visitas ao presídio central em POA, disse-me que caminhou pelos corredores de lá tentando olhar algum dos detentos nos olhos, mas não conseguiu. Isso porque eles inclusive são orientados a não olhar nos olhos das pessoas. Além disso, as janelas são todas muito altas e existem muros que os impedem de olhar para o horizonte. Nesse ponto é que encontrei expressa a sensação que sempre tive. Disse-me ela: quem não enxerga o horizonte não consegue planejar a vida! Isso para mim faz muito sentido. Olhar para o horizonte, ou para a água é um símbolo de renovação, uma fonte de renovação das energias.&lt;br /&gt;Atualmente esse ponto tenho encontrado olhando para o Rio Tejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4511157725278719743?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4511157725278719743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4511157725278719743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4511157725278719743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4511157725278719743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2011/10/algumas-semanas-atras-caminhando-pelas.html' title='Horizonte'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JF97T-Dh2qg/TpCXi8WYkbI/AAAAAAAAAF8/vwxu0AWIikk/s72-c/DSC00277.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-7453036291342144571</id><published>2011-10-07T03:43:00.001-07:00</published><updated>2011-10-07T03:43:54.155-07:00</updated><title type='text'>Pensando sobre o normativo...</title><content type='html'>Desde o final de 2009, quando fiz a seleção de doutorado para Sociologia, tenho me deparado mais claramente com um aspecto de cunho epistemológico que é o caráter normativo da pesquisa nas ciências sociais. Naquela ocasião, a banca questionou-me a cerca do mesmo no meu projeto. Nas vezes seguintes em que o projeto foi posto para discussão isso voltou a acontecer. Então, essa passou a ser uma questão a orientar meu olhar.&lt;br /&gt;Lembro-me que desde o princípio da minha trajetória nas ciências sociais, sentia-me a vontade com perspectivas que deixassem claras suas posições e optava por estudos que me aproximassem de questões sociais. Aos poucos a construção da minha área de pesquisa foi se consolidado – educação – e este é um tema que não permite muito a omissão de uma posição. &lt;br /&gt;Entretanto, qual é o sentido desse tal caráter normativo do qual as pesquisas precisam se distanciar? O que ocorre é que, geralmente, usamos uma lente (a la Geertz) para a compreensão do mundo, aquela própria da nossa cultura, dos nossos valores e aqui está o ponto chave, isto é, ao olharmos para os outros deve haver um deslocamento dessa lente. Ela não deixa de existir e é ela que possibilita a delimitação dos nossos objetos de estudo. Entretanto, o universo dos pesquisados é outro e não podemos atrelar a eles as nossas necessidades. &lt;br /&gt;Essa introdução toda é porque agora mesmo estava lendo um texto e voltei a pensar sobre o caso da educação nessa perspectiva. É muito comum que as análises coloquem a educação como algo indiscutível em termos da sua obrigatoriedade e necessidade (direito), nesse momento esquecemos talvez que muitas pessoas não desejem isso para suas vidas ou não a desejam nos padrões que são mais comuns. E aí, como é que vamos compreender isso?? Talvez aí seja possível pensar a tão falada “crise da escola”. E como confrontamos isso com o direito universal à educação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-7453036291342144571?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/7453036291342144571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=7453036291342144571&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/7453036291342144571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/7453036291342144571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2011/10/pensando-sobre-o-normativo.html' title='Pensando sobre o normativo...'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-8215998296245167927</id><published>2011-05-24T08:09:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T08:10:44.601-07:00</updated><title type='text'>audiência pública sobre sociologia no ensino médio 14/06</title><content type='html'>Publico a seguir convite, feito pelo Sinsociólogos, para a audiência pública sobre sociologia no ensino médio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONVITE PARA A AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL&lt;br /&gt;TEMA: SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO&lt;br /&gt;DATA: 14 DE JUNHO DE 2011 ÀS 9H30MIN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção do Sinsociólogos convida a todos e todas para a audiência pública na Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Essa audiência tem como objetivo discutir a implementação da sociologia no ensino médio no sistema estadual de educação, que inclui a rede privada e a rede pública, a partir das legislações já aprovadas e dos pareceres do Conselho Nacional e do Conselho Estadual de Educação. Essa audiência pública será realizada no dia 14 de junho às 09h30min na sala dessa comissão, no 3º andar na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, localizada na Praça Marechal Deodoro, 101 em Porto Alegre.&lt;br /&gt;O requerimento da audiência, por pedido da direção do Sinsociólogos, foi votado pela comissão na última reunião realizada dia 17 de maio do corrente, tendo sido aprovada por unanimidade. Para garantir que esse tema seja discutido de forma transparente e democrática, a direção do Sinsociólogos sugeriu convidar as seguintes entidades de categorias representativas: Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (SINPRO-RS); Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (SINEPE-RS) e Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS-Sindicato), além do Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul e a Secretaria de Estado da Educação do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;                Anteriormente a esse acontecimento, a direção do Sinsociólogos realizou uma audiência com o secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. José Clóvis de Azevedo, no dia 26 de abril passado. Nessa audiência o secretário assumiu o compromisso de incluir no concurso público do Magistério, a partir do segundo semestre do corrente, o cargo de professor de sociologia.&lt;br /&gt;                            Os nossos objetivos são, em primeiro, garantir mercado de trabalho para os licenciados e licenciadas em Ciências Sociais. Em segundo, defender que o ensino da disciplina de sociologia no ensino médio seja de qualidade, a partir de uma base teórica encorpada, aliada a uma metodologia capaz e criativa para facilitar o processo de aprendizagem dos educandos e educandas.            &lt;br /&gt;Para tanto, precisamos que todos e todas participem dessa mobilização. Essa é uma luta do conjunto das sociólogas e sociólogos, uma das variáveis para a vitória dependente da participação e mobilização de todos e todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Schütz&lt;br /&gt;Presidente do SINSOCIÓLOGOS -RS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-8215998296245167927?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/8215998296245167927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=8215998296245167927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8215998296245167927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8215998296245167927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2011/05/audiencia-publica-sobre-sociologia-no.html' title='audiência pública sobre sociologia no ensino médio 14/06'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-8243304095201970811</id><published>2011-05-17T18:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-17T18:29:21.535-07:00</updated><title type='text'>Sociologia no Ensino Médio: problematizando olhares e práticas</title><content type='html'>1. Um cenário da educação no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar a reintrodução da disciplina de sociologia no currículo do ensino médio requer contextualizá-la no cenário geral da educação brasileira, pois muitos desafios associados como próprios dessa disciplina estão relacionados às demais também. A educação tem sido uma questão social em permanente discussão nos mais diferentes espaços – acadêmicos, de formulação e implementação de políticas públicas ou em conversas cotidianas. &lt;br /&gt;No que se refere às diferentes modalidades de ensino são encontrados desafios próprios. Na década de 1990 as políticas públicas estavam voltadas para a universalização do acesso ao ensino fundamental. No decorrer dos anos 2000 houve uma concentração dos esforços governamentais para implementar políticas de acesso ao ensino superior. Atualmente, em termos de políticas públicas ganha destaque além desses temas a educação profissionalizante e, em alguma medida, entram em debate os rumos ensino médio. Das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos, 97,6% estão matriculadas no ensino fundamental (Pnad, 2009), entretanto isso não garante que ocorra a aprendizagem. 9,7% da população maior de 15 anos de idade é analfabeta. A taxa de analfabetismo funcional atinge 20,3% da população brasileira maior de 15 anos de idade (Pnad, 2009). &lt;br /&gt;Não obstante a existência de um conjunto de políticas públicas e dos dados apresentados, os problemas enfrentados no campo educacional são muitos. Se, por um lado, o acesso à educação foi facilitado, por outro, a permanência na escola é um grande desafio, bem como a qualidade do ensino. &lt;br /&gt;os problemas centrais da educação básica brasileira são a má qualidade do ensino, a iniquidade que persiste no acesso à educação de melhor qualidade, o atendimento a jovens e adultos que não conseguem completar sua educação, e a questão da relevância e pertinência dos conteúdos da educação para a vida das pessoas (SCHWARTZMAN, 2004, p. 6).&lt;br /&gt;O cenário das políticas para a educação e os dados apresentados sobre as desigualdades educacionais demonstram que, embora o Brasil tenha alcançado bons índices de acesso ao ensino fundamental, conforme vai aumentando a faixa etária cresce o abandono escolar. Há uma defasagem em relação à idade/série bastante considerável. No que concerne a esse aspecto, podemos fazer uma associação disso com a saída da escola regular de ensino fundamental e médio e o ingresso na modalidade de educação de jovens e adultos ou apenas na realização de provas para a certificação em cada nível de ensino. &lt;br /&gt;A questão da evasão escolar se constitui como um problema social. Em muitas situações jovens, que não obtendo sucesso ou não respondendo aos seus anseios na escola regular, evadem, ficando fora da escola ou reingressando, mesmo que muito tempo depois, na EJA ou procuram apenas por provas de certificação do conhecimento. Geralmente as análises caminham na direção de responder tal questão associando essa postura a uma necessidade de ingressar no mercado de trabalho. De fato, essa explicação tem um peso considerável, entretanto a explicação parece não poder ser associada simplesmente ela. Outro aspecto, apontado por Saraví (2009), demonstra que um significativo sentido atribuído à escola pelos jovens está relacionado a um caráter enfadonho. Além disso, não associam à escola possibilidades de ter um futuro melhor, muitas vezes por tomarem como base a experiência de outros que estudaram, mas não obtiveram resultados considerados desejáveis, sobretudo no que se refere às relações de trabalho e à questão financeira. Esses aspectos estão relacionados com o que apontou Schwartzman (2004), identificando que o abandono e o fracasso escolar estão, em grande medida, relacionados às práticas internas à escola. Acrescentamos a isso que os estudantes em muitas situações não conseguem se identificar com a forma de organização escolar, nem mesmo se sentir reconhecido nesse processo. Por isso, sobretudo a partir de uma determinada idade, quando já são mais independentes, abandonam a escola, pois, possivelmente, tenham uma visão mais imediatista da realidade, na qual a educação não lhe parece significativa, não identificando na escola o único caminho para obter o êxito social pretendido.&lt;br /&gt;Não parece possível ou coerente discutir qualquer aspecto relacionado à educação ou à vida escolar desconsiderando esse cenário apresentado. Sendo assim, discutir a reintrodução da sociologia no currículo do ensino médio também requer compreender esse lugar ocupado pela educação em concepções de sociedade e discussões sobre políticas públicas. A sociedade brasileira concebe a educação como um direito. Frequentemente é atribuído a ela – sobretudo à educação formal – um papel significativo no desenvolvimento da cidadania e no acesso às políticas públicas. Convencionou-se também relacionar a educação às possibilidades de melhoria e desenvolvimento da sociedade. Isso pode ser identificado nas intenções manifestadas pelos governantes ou pelos cidadãos de forma geral. Essa mesma perspectiva através da qual se olha para a educação é recorrente também nos discursos em defesa da sociologia no ensino médio, sobretudo partindo dos profissionais da sociologia. De fato, a sociologia tem mesmo um papel significativo para a formação humana. Como já dizia Freire, &lt;br /&gt;não importa em que sociedade estejamos, em que mundo nos encontremos, não é possível formar engenheiros ou pedreiros, físicos ou enfermeiras, dentistas ou torneiros, educadores ou mecânicos, agricultores ou filósofos, pecuaristas ou biólogos sem uma compreensão de nós mesmos enquanto seres históricos, políticos, sociais e culturais; sem uma compreensão de como a sociedade funciona. E isto o treinamento supostamente apenas técnico não dá (FREIRE, 2008, p. 134).&lt;br /&gt;No entanto, mesmo havendo essa convicção, por vezes parece deslocada a função atribuída a essa área do conhecimento científico. A sociologia nesse cenário escolar tão desgastado pode significar somente mais uma disciplina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Uma proposta de currículo&lt;br /&gt;Este artigo tem como objetivo apresentar uma experiência relacionada à prática docente na disciplina de Sociologia no Ensino Médio regular e na modalidade da Educação de Jovens e Adultos durante o ano letivo de 2009. As turmas de Ensino Médio regular são da rede pública estadual e a de EJA da rede privada, ambas são escolas grandes e centrais, na cidade de Porto Alegre. &lt;br /&gt;As duas escolas onde ocorreu a experiência aqui relatada e analisada já tinham a disciplina incluída no currículo antes mesmo do parecer de 2009. Mesmo assim, fica evidente a flexibilidade ou inexistência de um currículo claro para a disciplina como ocorre com outras já consolidadas. Isso não necessariamente é negativo. Por um lado, permite ao educador autonomia para organizar os conteúdos e, em outra direção, pode também fazer com que essa ausência de conteúdos simbolize aulas desconexas apenas seguindo temas variados. &lt;br /&gt;Houve a possibilidade de que os conteúdos das escolas fossem reestruturados de acordo com os objetivos do educador. Na escola privada isso se apresentou claramente como um processo de autonomia, enquanto que na escola pública, onde já havia um currículo pré-estabelecido o não seguimento do mesmo deu-se muito mais pela sua inadequação e pelo não controle da escola no que se refere ao seu cumprimento. &lt;br /&gt;Diante da possibilidade de construir um currículo, os pressupostos pedagógicos, metodológicos e também ideológicos do educador passaram a ser considerados. Acreditando que a educação tem como papel ser um agente que promova a transformação e o senso crítico passei a pensar como a sociologia poderia contribuir para o crescimento de jovens e adultos. Diante de tantas possibilidades sobre o que abordar nessa disciplina considerei que algo essencial para os estudantes é compreender a realidade onde vivem para que assim possam ser construídas possibilidades de auto-conhecimento, reflexão e, por fim, transformação. &lt;br /&gt;Partindo dessa concepção de educação e visão de mundo, julguei que a compreensão da sociedade, conseguir pensar e voltar o olhar para a realidade seria importante para esses estudantes. Sendo assim, o currículo foi organizado de forma a priorizar uma leitura da realidade brasileira, distanciando de uma sociologia teórica, focada em autores clássicos ou ainda da discussão de temas isolados ou reportagens de jornal como é comum. Ter como objetivo a discussão da realidade brasileira não elimina a necessidade de trabalhar com o conceito de sociologia, com a noção de ciência e as diferenciações do senso comum ou da opinião. Dessa forma, o currículo proposto versou inicialmente sobre um histórico geral do surgimento da sociologia, diferenciando-a também do senso comum. Seguindo-se a isso abordou a conceito de sociedade a partir da visão dos três autores clássicos da sociologia – Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber. Depois de compreendido tal conceito, o passo seguinte foi a análise de uma sociedade específica – a brasileira – partindo do processo de formação da sociedade brasileira a partir de aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos. Para essa etapa foram utilizados para o embasamento autores como Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Raymundo Faoro e Roberto Damatta. A partir de uma contextualização geral de como foi formada a sociedade brasileira foram enfocados alguns problemas como a desigualdade social não apenas pelo viés econômico, mas também aquela ocasionada pela diversidade. Nesse momento foram trabalhados conceitos como cultura, etnocentrismo, identidade e estigma. Em seguida, foram discutidas algumas possíveis medidas para amenizar as desigualdades como as políticas sociais atuais para o combate à pobreza e para a igualdade. A essas discussões ainda foi acrescida a temática da cidadania, a partir do conjunto de direitos que a compõem, bem como a forma como ela se apresenta na realidade brasileira; a política, enfocado a importância da participação política e formas de manifestá-la que vão além do voto. Por fim, também foram trabalhadas questões relacionadas ao mundo do trabalho, sobretudo nas turmas da modalidade da Educação de Jovens e Adultos. &lt;br /&gt;Muito mais que conteúdos e conceitos, as aulas tinham como pano de fundo a ideia de “primeiro compreender e, a partir disso, o que fazer”. &lt;br /&gt;De acordo com a modalidade de ensino foram sendo dados enfoques diferentes as temáticas, pois as discussões transcorriam de formas diferenciadas conforme a realidade onde eram propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Avanços e resistências: o distanciamento do senso comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme foi salientado inicialmente tal descrição traduz duas realidades distintas – escola pública e privada e a modalidade de ensino. Entretanto, as diferenças observadas no andamento das aulas não são muito significativas. Elas podem ser apontadas como um maior rendimento das turmas da EJA, pois esses estudantes têm um contato maior com o noticiário e experiências de vida que lhes permitem uma maior proximidade com os temas discutidos, o que acontece de forma menos intensa com os jovens de ensino médio. Tal constatação leva a compreensão de que deveria ter ocorrido uma melhor adequação dos conteúdos propostos, embora em diferentes momentos os estudantes tenham tido a liberdade de se aproximarem dos seus temas de interesse. O desenvolvimento dos conteúdos apontados anteriormente nas turmas do Ensino Médio regular deu-se de forma mais lenta e detalhada, em virtude da duração do Ensino Médio que é de três anos enquanto que na modalidade EJA é desenvolvido em apenas um ano. Na EJA o fato dos alunos, geralmente, serem trabalhadores restringe algumas metodologias como a prática da pesquisa e da realização de trabalhos fora da sala de aula, o que foi desenvolvido no Ensino Médio regular.  &lt;br /&gt;É preciso considerar que há lugares ocupados pela sociologia no imaginário tanto das instituições ou dos professores quanto dos educandos. Entre os colegas e por parte da coordenação das escolas geralmente o discurso versa sobre a importância da disciplina na formação de um posicionamento crítico dos estudantes e para o aprimoramento da cidadania. Contudo, mesmo com essa perspectiva não deixam de serem expressas opiniões que traduzem essa disciplina do conhecimento como algo fácil, que não reprova e que poderia ter um lugar flexível no currículo diante da importância de outras áreas do conhecimento. &lt;br /&gt;Na perspectiva dos estudantes a imagem sobre a sociologia já vem colonizada da ideia de que é uma disciplina que não reprova, portanto fácil e, assim, podem faltar às aulas e “não levar a sério” como fariam com as demais. Até então, esses posicionamentos não representam novidade nas interpretações sobre a relação com a sociologia e, no que se refere aos educandos, a prática cotidiana demonstrou que essas ideias podem ir sendo refutadas a partir de uma postura séria do educador, tendo clareza nos objetivos a serem desenvolvidos, nos conteúdos e, sobretudo, nas avaliações. Ao longo do período foi possível perceber mudanças nessa postura. &lt;br /&gt;Não é possível desconsiderar que há um aspecto bastante difícil de ser trabalhado que está relacionado à distinção entre o senso comum, a opinião dos estudantes sobre os conteúdos e fatos e a visão científica ou sociológica. Para os sociólogos essa discussão é algo bastante comum, pois são evidentes as dificuldades de consolidação da sociologia enquanto ciência ao longo da sua história. Nas aulas ficou expressa a dificuldade de distinguir o conceito sociológico de uma opinião. Isso teve implicações nos processos de avaliação, pois havia a perspectiva de que nada poderia ser considerado errado, pois o que conta é a opinião daquele que escreve sobre o assunto. Atrelado a tal situação, é evidente também a dificuldade de aceitar visões diferentes daquelas que cada um expressa, o que fica evidente nos momentos em que são estudadas, por exemplo, as visões de determinados sociólogos como foi o caso da experiência com os três autores clássicos. A ideia de que se eu não concordo está errado, portanto não preciso saber disso. &lt;br /&gt;Dessa forma, o primeiro grande desafio encontrado nas aulas é a consolidação da sociologia como disciplina do conhecimento científico, assim portadora de um conjunto de conceitos que precisam ser compreendidos, visando o desenvolvimento de um olhar sociológico. Há o entendimento de que esse conjunto de conceitos deve ser compreendido para que seja possível uma leitura da realidade onde os educandos estão inseridos e que o entendimento dos mesmos possibilita o desenvolvimento de uma opinião com embasamento. Vale ressaltar que em momento algum as opiniões são desvalorizadas, inclusive nas avaliações sempre havia uma parte reservada para que fosse desenvolvida a argumentação sobre algum dos temas desenvolvidos em aula, até mesmo argumentar sobre concordâncias ou divergência sobre a visão de mundo dos autores estudados. Entretanto, sempre é salientada a necessidade de embasar as opiniões, procurando identificar se estão sendo considerados diferentes aspectos do problema analisado e fontes de informação variadas, pois é a partir do confronto de informações e de visões que cada um poderá consolidar e, sobretudo, embasar uma determinada opinião sobre algo, sabendo defendê-la com a utilização de argumentos variados. São muitos os momentos em que os estudantes pedem que o professor expresse a opinião sobre os mais variados temas, especialmente os polêmicos. Em situações como essa a postura assumida é de nunca ocultar a opinião, mas deixar claro que é apenas uma visão sobre o assunto, tão válida quanto a de qualquer outro participantes do grupo.&lt;br /&gt;O desafio é ensinar a pensar sociologicamente. Nas palavras de Giddens &lt;br /&gt;Aprender a pensar sociologicamente – olhando em outras palavras, de forma mais ampla – significa cultivar a imaginação. Estudar sociologia não pode ser apenas um processo rotineiro de adquirir conhecimento. Um sociólogo é alguém capaz de se libertar da imediatidade das circunstâncias pessoais e apresentar as cosias num contexto mais amplo. [...] A imaginação sociológica, acima de tudo, exige de nós que pensemos fora das rotinas familiares de nossas vidas cotidianas, a fim de que as observemos de modo renovado. (GIDDENS, 2005, p. 24)&lt;br /&gt;A partir da proposta de conteúdos a ser discutida nas aulas, a qual tinha como objetivo pensar a realidade brasileira e desnaturalizar alguns de seus aspectos que são tomados como imutáveis, foi possível perceber uma grande dificuldade dos estudantes se colocarem como sujeitos construtores da história, ficando evidente, dessa forma, uma apatia significativa, estado este que não resume a esse contexto. Já em um primeiro momento a apatia é expressa na postura dos estudantes diante das aulas das mais diferentes disciplinas. Há, geralmente um desinteresse, que muitas vezes pode ser visualizado em forma de indisciplina e ausência de encantamento diante do processo escolar. Não são raras as situações em que os cidadãos das últimas décadas são avaliados como apáticos. Isso se reproduz na escola, é possível perceber um sentimento de indiferença por parte de educandos e também de educadores. Os estudantes portam-se de forma a atribuírem pouca relevância aos compromissos escolares como o estudo e a realização das atividades. Em grande medida essa postura pode ser justificada pela cobrança que recebem em relação a tais tarefas ou até mesmo ao resultado final do ano letivo em que a aprovação ou reprovação dos alunos tem se encaminhado para outros critérios que não o desempenho em relação aos objetivos propostos e a aprendizagem. No que se refere a esse item do envolvimento e apatia, os estudantes tendem a não acreditarem na possibilidade de mudança social. Ideias como a desigualdade social, a pobreza e a corrupção na política estão naturalizadas e eles se colocam de forma distante disso, acreditando que não é possível alterar tais realidades e, sobretudo, que os cidadãos não podem contribuir com possíveis transformações sociais.&lt;br /&gt;Em termos metodológicos, a postura dos estudantes, em geral, é modificada quando eles percebem que o professor é qualificado e tem algum empenho com as aulas, sobretudo quando se interessa pelas questões cotidianas deles. Os programas em grande medida são feitos para alunos que não existem. Os alunos não estão dispostos a fazer o clássico papel de aluno, muitas vezes são hostis e apresentam resistência ao professor. Isto significa que eles não escutam e nem trabalham espontaneamente. Aquela tradicional representação de aluno já não existe mais, mas há uma insistência em ficar procurando. Embora nem sempre os professores coloquem em prática a noção de um professor progressista, há esse entendimento dessa nova postura, já em relação ao aluno continua-se ainda com a mesma compreensão. &lt;br /&gt;“Quando se pede a um professor para mudar o seu método, não se pede apenas que ele mude de técnica, pede-se para que ele próprio mude. E, no fundo, a gente vê muito bem o tipo de sabedoria professoral, que não é um absurdo, quando os professores dizem: “Existem métodos que me servem e métodos que não me servem.” (DUBET, 1997)&lt;br /&gt;Um grande desafio relacionado à prática escolar é traduzir o conhecimento científico como algo palpável, com sentido aos estudantes. Isso corresponde à prática da sociologia também. Portanto, a formação dos professores que ministram as disciplinas de sociologia é um outro aspecto que não pode ser desconsiderado, sobretudo se lembrarmos da freqüente prática adotada por professores que se trata de abordar assuntos desconexos, a partir de reportagens. No entanto, mais uma vez essa questão reflete um problema relacionado à educação de forma geral, pois muitas disciplinas estão sob a responsabilidade de professores que não possuem a formação correspondente. Isso ocorre, em grande medida, para fechar o horário dos professores em uma mesma escola e ocorre, em geral, com as disciplinas que possuem carga horária menor.&lt;br /&gt;Em suma, a sociologia no ensino médio enfrenta inúmeros desafios tanto de cunho metodológico quanto da garantia da sua implementação. Esses desafios são próprios da educação e da realidade das escolas de uma forma mais ampla, o que de maneira alguma diminui a importância das reivindicações por parte dos órgãos representativos dos sociólogos, tendo em vista as garantias da implementação da sociologia no ensino médio. Mas, possivelmente aponte para discussão mais ampla da realidade educacional. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Referências bibliográficas&lt;br /&gt;DUBET, François. Quando o sociólogo quer saber o que é ser professor: entrevista com François Dubet. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 5, p. 222-231, mai.- ago. 1997.&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.&lt;br /&gt;GIDDENS, Anthony. Sociologia. São Paulo: Artmed, 2005.&lt;br /&gt;IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – 2009. Disponível em: &lt;http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/default_tab.shtm&gt;. Acesso em 20 out. 2010.&lt;br /&gt;SARAVÍ, Gonzalo. A.Juventud y sentidos de pertenencia en América Latina: causas y riesgos de la fragmentación social. Revista Cepal, n. 98, ago. 2009.&lt;br /&gt;SCHWARTZMAN, S. Educação: a nova geração de reformas. In: URANI, A.; REIS, J.G.; GIAMBIAGI, F. (Org.). Reformas no Brasil: balanço e agenda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-8243304095201970811?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/8243304095201970811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=8243304095201970811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8243304095201970811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8243304095201970811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2011/05/sociologia-no-ensino-medio.html' title='Sociologia no Ensino Médio: problematizando olhares e práticas'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-5153155837395289201</id><published>2010-02-22T15:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T15:11:37.282-08:00</updated><title type='text'>Inquietações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que desde quando comecei a escrever algumas contribuições para a Folha Caraense por volta de 2001, elaborei vários textos sobre educação, os quais versaram sobre os mais diferentes aspectos. Entretanto, um aspecto sempre foi recorrente – o distanciamento entre a escola e a realidade – aliás essa preocupação me persegue desde muito antes. Trata-se de um ponto debatido a exaustão e pouquíssimo praticado (como o que ocorre com boa parte das teorias pedagógicas).&lt;br /&gt;Com o passar dos anos fui tendo novas experiências com essa área o que me possibilitou transitar um pouco mais no mundo prático, o que me fez perceber de forma mais nítida o quanto é difícil aproximar educação e realidade, fazer realmente a educação “ler a realidade” e, acima de tudo, transformá-la – o que tenho a convicção de que é a missão da escola. &lt;br /&gt;Tudo isso para conseguir dizer que hoje, além dessa preocupação, passei a ter outra que me escandaliza a cada vez que reflito sobre ela. Não é preciso ser um estudioso sobre essa área para saber que a qualidade do ensino no Brasil está muito longe de ser satisfatório. Dados publicados pela Unesco no início do ano corroboram tal informação. Vale ressaltar que concomitante a isso os governos, nos seus discursos, apresentam preocupações relacionadas a tal situação. No entanto, qualquer pessoa que tenha o mínimo de proximidade com políticas públicas sabe que há um distanciamento muito grande entre a intenção e a implementação de um determinado programa, sobretudo, quando existem muitos atores no processo. Nesse caso, os educadores e suas práticas são elementos fundamentais nesse processo e que envolvem muitas variáveis para a análise, o que não estou disposta a apontar agora, embora esteja ciente da relevância e das implicações das mesmas. &lt;br /&gt;Retomando o aspecto que pretendo ressaltar nesse momento, indico uma questão que requer um olhar muito apurado – trata-se das aprovações/reprovações que ocorrem de forma independente da aprendizagem. Aprendizagem?! Esse conceito é discutível e é necessário que seja. Continuando a explanação... Cada escola deve ter claro o que pretende, partindo disso cada área do conhecimento deve ter objetivos a serem atingidos e existem estudantes que em um ano letivo não atingem tais objetivos pelos mais variados motivos. Sendo assim, é minimamente coerente que tais estudantes sejam aprovados? Isso tem ocorrido, e não me parece ser exceção e sim regra nas nossas instituições de ensino. Devido a isso, temos cidadãos com o Ensino Médio completo que, por exemplo, não conseguem interpretar um texto simples. Se retomarmos a concepção inicial de que a educação tem como premissa importante contribuir para a leitura e transformação da realidade poderíamos afirmar que esse objetivo está sendo atingido? Não! Agora, se recorrermos às concepções da educação tradicional, bancária, conteudista, dentre tantas outras denominações que possa ter, estaria esse modelo cumprindo com seu objetivo? A resposta é a mesma: Não!&lt;br /&gt;Então, o que podemos pensar disso tudo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(http://www.youtube.com/watch?v=XM0jXqd4s7Q)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-5153155837395289201?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/5153155837395289201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=5153155837395289201&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/5153155837395289201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/5153155837395289201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2010/02/inquietacoes.html' title='Inquietações'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4970026974770337603</id><published>2010-02-22T13:59:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T14:01:30.950-08:00</updated><title type='text'>Coisificação do humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pessoas são coisas. Coisas adquirem vida. Sujeitos são aniquilados. Objetos ganham vida. Homens e mulheres são tratados como coisa e animalizados. Animais são humanizados. Pessoas não são o que são, mas o que vestem, o que têm, o que carregam.&lt;br /&gt;O ser humano tem tido uma incrível capacidade de inverter valores. Exemplo não muito distante dessa situação é o mercado criado que transforma a relação estabelecida com alguns animais como gatos e cachorros que são, em alguns casos, tratados como se fossem pessoas, inclusive sendo atendidos por psicólogos especializados em bichos e com planos de saúde. Coisas que os seres humanos não têm acesso.&lt;br /&gt;Essas situações retratam a forma perversa como o mercado é projetado nas relações humanas através do consumo desenfreado e consegue se fazer presente de forma intensa nas mais diversas esferas da vida humana, invertendo valores e se colocando como a base das relações. É desumana a forma como lidamos com essas situações, chegamos a um ponto em que crianças, homens e mulheres vivem nas ruas, passam fome e são ignorados aos olhos daqueles que diante dessa situação colocam animais na condição de seres humanos. Estamos diante da banalização das relações humanas, da convivência e aumentando o nível de individualismo, pois a partir do momento em que temos como recurso a possibilidade de alugar um amigo, estamos diante do pressuposto de que podemos tratar as pessoas de qualquer forma, porque quando precisarmos de alguém basta contarmos com o aluguel e não mais com laços verdadeiros.&lt;br /&gt;Essas situações nos mostram que o consumo adquiriu uma dimensão tão grande na vida das pessoas que quando já não é mais suficiente consumir apenas bens materiais, materializamos as relações humanas para transformá-las em mercadoria. Isso dificulta o estabelecimento de laços, então para diminuir os vínculos afetivos que exigem dedicação e comprometimento passamos a direcioná-los para entes que de alguma forma são descartáveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4970026974770337603?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4970026974770337603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4970026974770337603&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4970026974770337603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4970026974770337603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2010/02/coisificacao-do-humano.html' title='Coisificação do humano'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-7999775818558284302</id><published>2009-10-19T14:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T14:39:16.884-07:00</updated><title type='text'>Juremir Machado da Silva</title><content type='html'>A finalidade desse espaço é colocar textos de minha autoria, mas hoje li esse artigo do professor Juremir e o considerei bastante oportuno para trabalhar com as análises do senso comum associadas aos programas sociais. Segue o texto, na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bolsa ou a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Bolsa-Família é coisa de país atrasado. Concordo. Todo país europeu desenvolvido e com algum senso de responsabilidade social tem Bolsa-Família. Sem esse nome, claro. A Alemanha tem. A França tem. Os países escandinavos têm. Até a Inglaterra tem. Os europeus são dinossauros. Na França, o Bolsa-Família atende pelo nome de "aides sociales" (ajudas sociais). A França é totalmente insensível aos novos tempos. O seguro-desemprego francês pode durar até 36 meses. Depois disso, se a vida continua dura, o sujeito pode ter acesso ao RMI (renda mínima de inserção): 447 euros para uma pessoa só, 671 euros para quem tiver um filho. Quase 2,5 milhões de franceses recebem o RMI (nome válido até este ano). A partir dos 59 anos de idade, a pessoa pode receber o RMI sem sequer ter a obrigação de procurar trabalho. Não dá!As famílias francesas recebem ajuda financeira conforme o número de filhos. O Estado ajuda a alugar apartamento e até a tirar férias. O sistema de saúde é universal e gratuito, inclusive os medicamentos. Que atraso! Um estudante estrangeiro em situação regular na França pode receber ajuda do Estado para ter onde morar. É muita mamata. Lembrete: o governo francês atual é, como eles dizem, de direita. Mas o Estado francês é republicano. A concepção de Estado dos europeus é muito esquisita: uma instituição para ajudar a todos e proteger os interesses da coletividade, devendo estimular a livre iniciativa e dar condições de vida digna aos mais desfavorecidos. Agricultores recebem subsídios. Empresas ganham incentivos. A universidade é gratuita para todos os aprovados no BAC, o Enem deles. Há vagas para todos. Obviamente não há necessidade de cotas. Que loucura!Existem instituições privadas de ensino cujos salários dos professores são, em geral, pagos pelo Estado, pois se trata de um serviço de utilidade pública. Aí os nossos liberais adoram dizer: "É por isso que a França está quebrada". Tive a impressão de que a crise mundial mostrou os Estados Unidos mais quebrados do que a França. Os mesmos liberais contradizem-se e afirmam: "A França é rica e pode se dar esse luxo...". É rica ou está quebrada? Quase 30% do PIB francês é distribuído em ajudas sociais. O modelo francês enfurece os capitalistas tupiniquins, leitores de revistas como a Veja, cujas páginas pingam ideologia. Visto que dá mau exemplo de proteção social, o Estado francês é chamado de anacrônico, ultrapassado, assistencialista e outros termos do mesmo quilate usados na guerra midiática. Está certo. Moderno é ajudar a turma dos camarotes e mandar a plebe se virar. Acontece que a plebe do Primeiro Mundo não aceita esse tipo de modernidade tão avançada. É plebe rude. Se precisa, quebra tudo, mas não cede. Os ruralistas de lá são mestres em incendiar prefeituras quando falam em cortar-lhes os subsídios estatais. Nas cidades, a turma adora queimar uns carros para fazer valer seus direitos. Na Europa, pelo jeito, não se melhora o Estado piorando a sociedade. A França tem muito a aprender com o Brasil. Somos arcaicamente modernos. Numa pesquisa recente, a França tem a melhor qualidade de vida da Europa. Nada, claro, que possa nos superar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juremir Machado da Silva, Correio do Povo, 19/10/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-7999775818558284302?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/7999775818558284302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=7999775818558284302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/7999775818558284302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/7999775818558284302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2009/10/juremir-machado-da-silva.html' title='Juremir Machado da Silva'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-8477397114792492597</id><published>2009-10-18T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T18:13:43.961-07:00</updated><title type='text'>aaaaaaaaa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/Stu9NvTPODI/AAAAAAAAADg/vBUE1nC-EJY/s1600-h/grito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394113022439405618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/Stu9NvTPODI/AAAAAAAAADg/vBUE1nC-EJY/s320/grito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-8477397114792492597?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/8477397114792492597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=8477397114792492597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8477397114792492597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8477397114792492597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2009/10/aaaaaaaaa.html' title='aaaaaaaaa'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/Stu9NvTPODI/AAAAAAAAADg/vBUE1nC-EJY/s72-c/grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-3101590433437680511</id><published>2009-10-18T18:07:00.001-07:00</published><updated>2009-10-18T18:07:40.773-07:00</updated><title type='text'>Cegueira</title><content type='html'>Naquele dia muitas pessoas passavam por ali, mas não olhavam para os lados. Umas paravam, outras seguiam. E ele continuava ali parado olhando fixo para frente como se não visse o que se passava a sua volta. Seu rosto inspirava piedade para aqueles poucos que se atreviam a olhá-lo, pois não eram todos que conseguiam enxergá-lo ali na frente. Muitos fingiam não vê-lo, porque aquela imagem transmitia uma sensação de culpa, como se levasse àqueles que viam aquilo a buscar um culpado para a situação o que poderia ser mais fácil, obviamente, que buscar uma solução, amenizar de alguma maneira o sofrimento. Aqueles poucos que o viam de alguma forma tentavam redimir-se pelo que enxergavam. Procuravam fazer algo: olhar com piedade, reclamar, culpar alguém. Era possível ver a felicidade daqueles que conseguiam emitir alguma solução, mesmo que hipotética, para o caso.&lt;br /&gt;Enquanto isso aquele pobre ser continuava ali atirado no chão, movendo apenas os olhos em direção do que nem mesmo ele sabia. De repente alguém toma a iniciativa e aproxima-se e, quase sem olhar, tira da bolsa as sobras de uma refeição e larga ao lado dele. Ele continua ainda olhando imóvel. A pessoa sente-se realizada. Parece que o dia estava ganho. Uma grande ação havia sido feita. Era visível a satisfação daquela pessoa por ter ajudado aquele menino ali imóvel, sem a quem recorrer.&lt;br /&gt;Os dois até poderiam estar satisfeitos. Mas, para o menino aquilo não significava muito, pois apenas poderia saciar uma parcela muito pequena e instantânea da fome. O que de forma nenhuma aliviaria o sofrimento de estar na rua, no frio e de não ter perspectiva de quando poderia aquilo tudo acabar. Talvez terminasse numa atitude solidária como foi aquela, ou ainda com medidas governamentais, com projetos sociais, com mudanças estruturais, econômicas, mas aquilo tudo levaria tempo e, naquele momento, talvez somente com a morte poderia deixar de sentir a angústia daquela situação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-3101590433437680511?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/3101590433437680511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=3101590433437680511&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3101590433437680511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3101590433437680511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2009/10/cegueira.html' title='Cegueira'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-300134194160232254</id><published>2009-04-18T17:36:00.001-07:00</published><updated>2009-04-18T17:36:53.183-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Muito desatualizado e sem vontade de atualizar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-300134194160232254?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/300134194160232254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=300134194160232254&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/300134194160232254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/300134194160232254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2009/04/muito-desatualizado-e-sem-vontade-de.html' title=''/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-3513369943219702325</id><published>2008-09-29T16:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T16:36:33.772-07:00</updated><title type='text'>Educação: a escola é o caminho?</title><content type='html'>Alguns pensadores colocam o direito à educação como porta de acesso aos demais diretos de cidadania. Existe um consenso sobre tal afirmativa, e ainda encontramos análises que colocam a educação como o instrumento que possibilitaria a solução para a maioria dos nossos problemas sociais, políticos e econômicos. Certamente, temos que ter cuidado ao generalizar essa interpretação. Fazendo as devidas ressalvas, podemos perguntar: como poderá a educação possibilitar essas transformações se ela, como direito, ainda não é garantida à população brasileira?&lt;br /&gt;Na semana passada o IBGE divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad 2008. Os dados demonstram que o Brasil ainda contava, em 2007, com uma taxa de 10,0% de pessoas analfabetas a partir dos 15 anos de idade. Entre as pessoas que viviam com rendimento familiar per capita de até meio salário mínimo, cerca de 18% eram analfabetas. Enquanto que nas classes de rendimentos superiores a dois salários mínimos, o percentual era de 1,4%. O analfabetismo também estava bastante relacionado às áreas rurais, onde se concentraram 23,3% dos analfabetos, já nas áreas urbanas encontravam-se 7,6%. Na região sul a população analfabeta somava um percentual de 5,4. &lt;br /&gt;Mesmo que entre  as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade - faixa etária correspondente ao ensino fundamental - o ensino esteja praticamente universalizado (97,6%), a pesquisa mostrou que este índice de freqüência à escola não implica, necessariamente, em qualidade do aprendizado. Entre as 28,3 milhões de crianças de 7 a 14 anos, que pela idade já teriam passado pelo processo de alfabetização, 8,4% não sabiam ler e escrever. O mais preocupante é que 87,2% dessas crianças estavam na escola. Isso significa que há algo ineficaz, porque nossas escolas continuam produzindo analfabetos. No Brasil, em 2007, havia um índice de analfabetos funcionais de 21,7%, isto é, pessoas que possuem até quatro anos de estudo. Na região sul esse índice era de 16,7% da população.&lt;br /&gt;A mesma pesquisa sugere que os programas de alfabetização de jovens e adultos são uma boa alternativa para o alterar essa realidade. De fato, no plano abstrato eles representam um elemento importante na garantia do direito à educação. Entretanto, nas ações concretas constituem-se como um grande desafio, pois ainda carregam a marca do assistencialismo que caracterizou inúmeras campanhas ao longo de décadas por todo o país, muito mais preocupadas com metas do que com o aprendizado. Além de considerarem o analfabetismo um mal a ser extinto e os analfabetos culpados pelas mazelas sociais.&lt;br /&gt;As políticas para a alfabetização de jovens e adultos têm demonstrado alguns aspectos interessantes no que se refere a sua forma de organização. Os participantes oscilam entre aqueles que ingressam e evadem das turmas num período muito curto e aqueles que permanecem por muitos anos. Nesses casos, vale salientar que o objetivo primordial que os conduz às turmas não é a alfabetização propriamente dita, mas os processos que decorrem dessa atividade, pois ali estão presentes pessoas que se encontram, em muitas situações, sozinhas e, em parte significativa dos casos, já aposentadas e aproveitam o espaço das aulas para se integrarem a alguma atividade. O sucesso dessas políticas parece estar vinculado à forma de articulação da atividade de alfabetização com outros espaços e ações que permitam aos alfabetizandos novos envolvimentos sociais, pois se estivermos diante de políticas desarticuladas há uma incidência maior de evasão, além da atividade não cumprir com seu objetivo primordial – o acesso à cidadania, pois simplesmente oferecer um curso de alfabetização não é garantir a cidadania, pois ela está ligada a um conjunto de direitos civis, políticos e sociais.&lt;br /&gt;Em algumas áreas da ciência nos deparamos com amplas inovações teóricas e práticas. No campo da educação, embora tenhamos uma teoria bastante avançada, nas práticas evidenciamos ações já bastante ultrapassadas, parece que a teoria não consegue se fazer presente efetivamente nas atuações, mesmo que nos discursos seja amplamente disseminada. Há consensos nas discussões teóricas do que é preciso fazer para termos uma educação de qualidade, mas não há convergência na forma de colocar em prática essas inúmeras possíveis soluções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-3513369943219702325?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/3513369943219702325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=3513369943219702325&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3513369943219702325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3513369943219702325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/09/educao-escola-o-caminho.html' title='Educação: a escola é o caminho?'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2951407902025019091</id><published>2008-09-26T16:59:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T17:03:49.602-07:00</updated><title type='text'>Falta do que dizer...</title><content type='html'>Para que interessa à população de Porto Alegre saber que o Marchezan teve um filho não sei quando e que sua mulher ficou não sei quantos meses de repouso para ter uma linda criança e que agora os três formam uma família linda e feliz??&lt;br /&gt;Ter que assitir isso no horário eleitoral é deprimente. Eu quero ver projetos políticos, propostas para a cidade!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2951407902025019091?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2951407902025019091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2951407902025019091&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2951407902025019091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2951407902025019091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/09/falta-do-que-dizer.html' title='Falta do que dizer...'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-7398450100136817448</id><published>2008-09-13T08:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T08:12:50.436-07:00</updated><title type='text'>PRÉ- ALAS – PORTO ALEGRE – BRASIL</title><content type='html'>De 16 a 18 de setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O PENSAMENTO LATINO-AMERICANO CONTEMPORÂNEO: OS CAMINHOS PARA A PRODUÇÃO COLETIVA DO CONHECIMENTO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 16/09&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;19h00 – Cerimônia de Abertura&lt;br /&gt;19h30min – Conferência de Abertura:&lt;br /&gt;“O olhar da América Latina sobre si mesma: reflexões sobre a produção de conhecimento”.&lt;br /&gt;Conferencista: Daniel Piedra Herrera (Cuba)&lt;br /&gt;Comentarista: Ruth Ignacio (PUCRS-Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Dia 17/09&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;17h30min– Painel: A produção de conhecimento em Ciências Sociais.&lt;br /&gt;Participantes: José Odelso Schneider (UNISINOS) a confirmar&lt;br /&gt;Tânia Steren (UFRGS – Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h30min – Painel : Painel: “Uma outra concepção de trabalho: o protagonismo político dos trabalhadores e trabalhadoras livremente associados/as e a produção do conhecimento”.&lt;br /&gt;Participantes: Antonio Prado (Coopssol-Brasil)&lt;br /&gt;Nelsa Nespolo (UNIVENS)&lt;br /&gt;Niro Barrios (Geralcoop)&lt;br /&gt;21h30min – Questionamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 18/09&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;17h30min - Painel: Recursos naturais e hegemonia: a água e o poder global.&lt;br /&gt;Participantes: José Luis Bica de Melo (UNISINOS - Brasil)&lt;br /&gt;Rui Porto (Sindiágua – Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h30min - Painel: Comunicação e Globalização na América Latina e Caribe: o significado das mensagens.&lt;br /&gt;Participantes: Rosinha Carrión (UFRGS)&lt;br /&gt;Pedrinho Guareschi (BRASIL – PUCRS )a confirmar&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Promoção:&lt;br /&gt;Associação Latino América de Sociologia (ALAS)&lt;br /&gt;Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS&lt;br /&gt;Cooperativa dos Sociólogos Solidários – Coopssol - Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio:&lt;br /&gt;Universidades&lt;br /&gt;Sindicatos&lt;br /&gt;Outras organizações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-7398450100136817448?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/7398450100136817448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=7398450100136817448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/7398450100136817448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/7398450100136817448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/09/pr-alas-porto-alegre-brasil.html' title='PRÉ- ALAS – PORTO ALEGRE – BRASIL'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-9130265917843785635</id><published>2008-09-09T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T13:07:56.338-07:00</updated><title type='text'>Dia internacional da alfabetização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O dia 8 de setembro é mundialmente dedicado à alfabetização. Nessa data merece destaque a alfabetização de jovens e adultos, pois no mundo e, em especial, no Brasil ainda temos altos índices de analfabetismo na população jovem e adulta. Ao longo das décadas podemos encontrar uma série de ações voltadas para essa área, mas na sua maioria muito ineficientes, pois não atendem às especificidades desse segmento, além de se caracterizarem como campanhas com o objetivo centrado em cumprir metas, sem um olhar especial à qualidade do ensino ofertado.&lt;br /&gt;A alfabetização de jovens e adultos que a sociedade brasileira atual demonstra precisar é uma educação que prime pela cidadania dos sujeitos participantes, muito mais que simplesmente a transmissão de uma série de conhecimentos consolidados. Essa modalidade de ensino comporta muita diversidade, portanto, as ações desenvolvidas são mais eficientes quando procuram atender essas especificidades, pois não é possível reproduzir a lógica da escola formal nesses espaços, sobretudo porque os adultos analfabetos são sujeitos que foram excluídos do sistema escolar, seja pela inadequação ao seu ritmo, seja pela própria impossibilidade de fazer parte da escola. Assim, ações que visem à reprodução pura e simples do espaço escolar tendem a não demonstrar resultados satisfatórios.&lt;br /&gt;As motivações que conduzem esses sujeitos a procurarem por uma forma de educação, muitas vezes, já na terceira idade são bastante variadas. Os participantes dos programas de alfabetização de jovens e adultos possuem expectativas e objetivos ao ingressarem nos projetos, sendo que estes podem ser a construção/afirmação de uma identidade pessoal e no grupo, o desejo de mudar as condições de vida, principalmente a sócio-econômica e as condições de trabalho e o, aparentemente simples, fato de realizar atividades cotidianas que requerem a leitura e a escrita. O “ser alguém”, tornar-se “cidadão” tem um papel significativo nesse processo, pois caso a alfabetização não seja atingida estaríamos ainda diante de uma mudança na condição de cidadania desses sujeitos. Por outro lado, os projetos têm metas e objetivos específicos e procuram atingi-los utilizando determinadas estratégias.&lt;br /&gt;Considerando os aspectos apontados, é possível observar que há uma tendência de maior sucesso das políticas públicas que estão integradas a outras ações que atendam as necessidades dos envolvidos. Além disso, também aquelas iniciativas que estabelecem conexões com a comunidade ao entorno do grupo de alfabetização. A inexistência de ações para esse segmento não se deve à falta de demanda, mas a uma possível falta de preocupação com a implementação de políticas públicas nessa área ou as dificuldades que são enfrentadas, seja para a realização de convênios, seja para a formação de turmas de alunos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-9130265917843785635?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/9130265917843785635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=9130265917843785635&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/9130265917843785635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/9130265917843785635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/09/dia-internacional-da-alfabetizao.html' title='Dia internacional da alfabetização'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4093462987176198660</id><published>2008-08-24T14:30:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T14:34:31.559-07:00</updated><title type='text'>A realidade surpreende</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SLHTzg5m2MI/AAAAAAAAACk/4Wd4QZy0uSI/s1600-h/violeiro_almeida_junior.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238200723566942402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SLHTzg5m2MI/AAAAAAAAACk/4Wd4QZy0uSI/s320/violeiro_almeida_junior.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De alguma forma iniciei pesquisa de campo procurando a autonomia dos alfabetizandos - utilizando o meu referencial teórico, a emancipação – a partir da passagem pelas atividades de alfabetização. Entretanto, a observação de uma das turmas me fez perceber que as participantes (porque lá só havia mulheres) ingressaram nas turmas de alfabetização justamente após terem conquistado uma espécie de autonomia.&lt;br /&gt;Chama atenção o fato das mulheres estarem ali após terem “se libertado” de alguma situação: das atividades domésticas, do trabalho, do marido ou da família (muitos não têm muita simpatia com essa atividade, pois o lugar da mulher ainda é, por excelência, à frente das tarefas domésticas). A aposentadoria passa ser um elemento de grande significado para que essas mulheres possam ter uma relativa autonomia e desenvolvam atividades diversas, conforme seu interesse.&lt;br /&gt;Assim, a alfabetização trabalha com a autonomia, mas de forma indireta. Para esse grupo, a alfabetização parece estar diretamente relacionada à superação de uma situação de “cegueira” e de humilhação por não saber ler e escrever. Obviamente essa nova habilidade interfere na autonomia, pois permite uma mobilidade maior e acesso ao mundo escrito sem depender do outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4093462987176198660?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4093462987176198660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4093462987176198660&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4093462987176198660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4093462987176198660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/08/de-alguma-forma-iniciei-pesquisa-de.html' title='A realidade surpreende'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SLHTzg5m2MI/AAAAAAAAACk/4Wd4QZy0uSI/s72-c/violeiro_almeida_junior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2366919862631346457</id><published>2008-08-24T08:53:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T09:16:16.479-07:00</updated><title type='text'>um rápido olhar...</title><content type='html'>Assistindo rapidamente a campanha para a prefeitura de Porto Alegre observa-se que até o momento o que prevalece é o "amor pela cidade". A construção/desconstrução de imagens é o que está prevalecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aspecto construção/desconstrução de imagem Luciana Genro é a candidata que apresenta isso de maneira mais evidente. Inclusive ocupando boa parte do tempo que poderia ser para o desenvolvimento de projetos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onyx parece apostar nos votos de Mano Changes, pois é o único que tem trabalhado bastante com a imagem do vice, inclusive no jingle da campanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2366919862631346457?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2366919862631346457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2366919862631346457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2366919862631346457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2366919862631346457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/08/um-rpido-olhar.html' title='um rápido olhar...'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2796340181735351347</id><published>2008-08-19T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T12:07:09.525-07:00</updated><title type='text'>Algumas idéias...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este espaço anda muito abandonado. Dificilmente consigo parar para escrever algo minimamente aproveitável. Depois de bastante tempo uma situação levou-me a sentir vontade novamente de escrever e imagino que isso continue acontecendo por um certo período.&lt;br /&gt;Na semana passada iniciei a pesquisa de campo para a dissertação. Essa etapa do processo consiste em observar turmas e entrevistar alfabetizandos do Programa Brasil Alfabetizado. O que me interessa nessa história toda são os processos de cidadania/ subcidadania no desenvolvimento dessas políticas públicas. Mas, é inevitável se deparar com muitas outras questões que tem alguma interferência nisso.&lt;br /&gt;A alfabetização de jovens e adultos tem uma proximidade acentuada com a educação popular. Talvez por isso encontre certa restrição da educação formal no desenvolvimento das suas práticas. Essa foi uma questão muito evidente na primeira turma que visitei na região metropolitana de Porto Alegre. Ficou muito clara a oposição entre a escola e os espaços de alfabetização de jovens e adultos. Já havia destacado essa questão em outras ocasiões, pois quando se fala em programas de alfabetização de jovens e adultos nunca (ou raramente) encontramos as turmas em escolas. A educação popular, tradicionalmente mais próxima das pessoas e dos interesses das classes ditas “oprimidas”, não encontra espaço na escola formal, distante do seu entorno.&lt;br /&gt;Na última edição da revista Caros Amigos tem uma longa entrevista com Tião Rocha, descrito como “educador que ensina embaixo do pé de manga”. A visita à turma de alfabetização e parte dessa entrevista tem muito em comum. Este educador afirma que não há espaço delimitado para a aprendizagem, de fato isso já está comprovado. Entretanto, isso não se coloca de forma tão simples. Dois problemas aprecem. O primeiro, a escola tem suas portas fechadas para a comunidade como se não fizesse parte dela e conta como um grande feito quando consegue realizar uma aproximação mínima e, o segundo, é a ineficiência do Estado que fecha seus olhos quando implementa, por exemplo, as políticas públicas para essa área.&lt;br /&gt;A educação popular tem se mostrado, ao longo das últimas décadas, como um importante instrumento de revitalização das comunidades onde estão presentes e também como um instrumento de pressão para o Estado. Contudo, em alguns espaços ela parece nem mesmo encontrá-lo para poder pressioná-lo. Por mais que sejam positivas as ações engendradas nas próprias comunidades perece-me que não se pode perder de vista que necessidade do Estado cumprir com os direitos constitucionais previstos. Muito embora já tenha sido demonstrado que, em muitas situações, a partir do momento em que movimentos sociais passam a ser parceiros do Estado eles enfraquecem a sua capacidade de reivindicação por transformações.&lt;br /&gt;Essas são algumas poucas idéias que podem ser pensadas a partir da realidade vista e que evidenciaram inúmeras questões a serem discutidas quando tratamos com temas como o de cidadania e políticas públicas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2796340181735351347?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2796340181735351347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2796340181735351347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2796340181735351347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2796340181735351347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/08/algumas-idias.html' title='Algumas idéias...'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4387587295351312309</id><published>2008-08-12T17:57:00.000-07:00</published><updated>2008-08-12T18:03:26.347-07:00</updated><title type='text'>Movimentos sociais em transformações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os movimentos sociais são constituídos para lutar por questões que não são atendidas ou são de forma precária pelas políticas desenvolvidas pelos governos ou para se contrapor a alguma situação que consideram desfavorável. É objetivo primordial dos movimentos sociais promover mudanças sociais, portanto é necessário que rompam com a ordem existente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história social brasileira, desde o início da colonização portuguesa, tem sido marcada por elementos que proporcionaram a exclusão de parcelas significativas da população. O Estado apresenta fragilidades na constituição de políticas públicas e nem sempre pode sanar os anseios de todos. Diante dessa realidade faz-se necessária uma organização da população para que possa sobreviver. Assim, os grupos de pessoas se organizam e tentam responder as suas necessidades e integrar aqueles que estão marginalizados. Desta maneira, formam-se associações ou ainda movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas últimas décadas é possível observar uma modificação no padrão de reivindicações, as quais são desenvolvidas por alguns movimentos sociais específicos que participam dessas lutas. Alguns que se destacam são as organizações em defesa do meio ambiente, que se configuram sem fronteiras, o movimento dos sem terra, a via campesina e o movimento dos desempregados. Possivelmente esses sejam os que mais são noticiados e se mostram presentes através das suas reivindicações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Originalmente os movimentos sociais apresentavam-se como opositores aos governos ou ao Estado, pois reivindicavam por questões que as administrações não conseguiam atender. Entretanto, nas últimas décadas algumas modificações passaram a marcar essas relações, pois os movimentos sociais passaram por formalizações que inicialmente não tinham, muitos se transformaram em organizações não-governamentais (ONGs) e foram aproximando-se do Estado, através de parceria no desenvolvimento de políticas públicas, muitas vezes conseguindo do Estado os recursos para desenvolverem as suas ações. A partir do momento em que passa a ocorrer essa aproximação tais instituições colocam em segundo plano uma de suas características mais importantes que é a reivindicação pela mudança social, pois a aproximação do Estado faz com que elas passem de opositoras a parceiras. Isso pode ocasionar o abrandamento das lutas, pois a partir do momento em que as reivindicações crescem os governos podem suspender os convênios e algumas dessas instituições sobrevivem disso. Ao aproximar-se do Estado os movimentos sociais distanciam-se também das suas bases, isto é, passam a dar um espaço menor para a participação social de todos aqueles que inicialmente eram porta-vozes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas novas relações têm implicações diretas na construção da cidadania, pois a partir do momento em que as relações têm seu foco transferido da participação social para a relação com o Estado, as ações tornam-se mais burocratizadas e as pessoas perdem o caráter de atuação direta apenas agindo como representadas – delegando seu papel de cidadãs – seja pelos movimentos sociais, seja pelo Estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4387587295351312309?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4387587295351312309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4387587295351312309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4387587295351312309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4387587295351312309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/08/movimentos-sociais-em-transformaes.html' title='Movimentos sociais em transformações'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4901609957314319891</id><published>2008-07-29T16:57:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T16:59:09.851-07:00</updated><title type='text'>Educação como prática de liberdade</title><content type='html'>“Por isso é que é próprio da consciência crítica a sua integração com a realidade, enquanto que da ingênua o próprio é sua superposição à realidade. Poderíamos acrescentar dentro das aálises que fizemos no primeiro capítulo, a propósito da consciência, finalmente que para a consciência fanática, cuja patologia da ingenuidade leva ao irracional, o próprio é a acomodação, o ajustamento, a adaptação.” (FREIRE, p. 106, 1983)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4901609957314319891?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4901609957314319891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4901609957314319891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4901609957314319891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4901609957314319891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/07/educao-como-prtica-de-liberdade.html' title='Educação como prática de liberdade'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2617975098498501567</id><published>2008-06-20T16:47:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T16:56:48.616-07:00</updated><title type='text'>Politicômetro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SFxDIC8VisI/AAAAAAAAACc/CMfINE8EZs8/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214116274096147138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SFxDIC8VisI/AAAAAAAAACc/CMfINE8EZs8/s320/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse é o resultado de um rápido teste elaborado pela Revista Veja para identicar posições políticas. As perguntas não são muito criativas, mas vale a pena conferir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html"&gt;http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A descoberta foi do Lúcio Uberdan.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SFxCTs2kK6I/AAAAAAAAACU/ob0ks9HDAPE/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/idade/testes/politicometro/politicometro.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2617975098498501567?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2617975098498501567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2617975098498501567&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2617975098498501567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2617975098498501567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/06/politicmetro.html' title='Politicômetro'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SFxDIC8VisI/AAAAAAAAACc/CMfINE8EZs8/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-282275319045255183</id><published>2008-06-03T15:42:00.001-07:00</published><updated>2008-06-03T15:42:37.832-07:00</updated><title type='text'>Agora a luta é outra...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;02 de junho de 2008 - data marcada na história pela reintrodução da Sociologia e da Filosofia no Ensino Médio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ontem o presidente em exercício José Alencar sancionou o projeto que inclui Filosofia e Sociologia no Ensino Médio nas escolas públicas e privadas de todo o país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora o desafio é outro: garantiar a implementação das disciplinas com qualidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-282275319045255183?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/282275319045255183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=282275319045255183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/282275319045255183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/282275319045255183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/06/agora-luta-outra_03.html' title='Agora a luta é outra...'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-8884301084370185391</id><published>2008-05-20T19:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T19:01:12.830-07:00</updated><title type='text'>Sociologia no Ensino Médio</title><content type='html'>A Sociologia é uma ciência que se ocupa do estudo das relações sociais, isto é, dos indivíduos entre eles e também as suas relações na dinâmica com as mais diferentes instituições. Desde o seu surgimento, ela vem procurando demarcar a sua área de atuação e se afirmar enquanto ciência, considerando que, historicamente, houve um conflito com outras áreas do conhecimento que não a consideravam como tal.&lt;br /&gt;Mesmo se confrontando com essa realidade a Sociologia conseguiu se afirmar como área do conhecimento e também passou a fazer parte dos currículos das escolas como disciplina, o que se estendeu, no Brasil, até o período do regime militar, quando, por ser considerada uma disciplina subversiva, contrária à ordem, foi retirada das escolas e substituída por outras como Moral e Cívica e OSBP. No entanto, superamos esse período autoritário e passados mais de 20 anos ainda não conseguimos introduzir novamente a disciplina nos currículos escolares, a exceção de algumas poucas escolas espalhadas pelo país.&lt;br /&gt;Ao longo desses anos os sindicatos dos estados e a Federação Nacional dos Sociólogos têm empreendido inúmeros esforços para que a Sociologia volte a ser trabalhada nas escolas. Foi a partir dessa lutas que no dia 08 de maio mais um passo foi dado em direção à concretização dessa medida. Depois do projeto de lei ser aprovado pelo Congresso Nacional agora aguarda a decisão do presidente Lula. Contudo, o momento é ainda de apreensão, pois em outras ocasiões ele já chegou a este estágio e foi vetado pelo presidente da época que era Fernando Henrique Cardoso – um sociólogo – e justificando falta de profissionais para a atuação e para não parecer corporativista não sancionou o projeto de lei.&lt;br /&gt;No momento em que estamos tão perto de ter novamente a Sociologia nas nossas escolas cabe pensar os desafios que temos, pois consenso é que ela não pode ser apenas mais uma disciplina. Nas discussões que são feitas algumas questões são apontadas como a formação e qualificação dos professores que necessariamente devem ter a formação específica para ministrar a disciplina, pois é isso que poderá garantir que essa matéria não se transforme apenas em mais uma a ocupar o currículo. Não é possível esquecer que a Sociologia é uma ciência, portanto, tem conceitos necessários a serem desenvolvidos da mesma forma que outras áreas como o português e a matemática têm e assim como nessas áreas não concebemos professores com outras formações na Sociologia também não é possível. Outro ponto importante a ser discutido é o que será trabalhado na disciplina, pois não é possível correr o risco de fazer com que sejam ministrados quaisquer conteúdos sem nenhum rigor, porque como ela é uma ciência que trata de questões que estão no nosso cotidiano pode levada a conduzir discussões sem seqüência e sem o embasamento em conceitos fundamentais para uma leitura sociológica e também dá a impressão de que qualquer pessoa é apta para isso. Temos que garantir o espaço de atuação dos profissionais formados e da qualidade do ensino.&lt;br /&gt;Os desafios são muitos e se for sancionado o projeto de lei estaremos ainda diante de muitas lutas para a regulamentação desde disciplina, que tem muito a contribuir para a formação dos nossos cidadãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-8884301084370185391?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/8884301084370185391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=8884301084370185391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8884301084370185391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8884301084370185391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/05/sociologia-no-ensino-mdio.html' title='Sociologia no Ensino Médio'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-3121268705137078084</id><published>2008-05-09T05:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T05:02:35.123-07:00</updated><title type='text'>SOCIOLOGIA  FOI APROVADA NO SENADO AGORA VAI PARA A SANÇÃO PRESIDENCIAL</title><content type='html'>O Plenário aprovou nesta quinta-feira (8) o projeto de lei da Câmara 4/08 que inclui a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias do ensino médio. A matéria será encaminhada à sanção presidencial. O projeto foi incluído na pauta de votações após aprovação de requerimento de urgência apresentado pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS). A matéria recebeu parecer favorável da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) na terça-feira (6).Na discussão da proposta, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) saudou o retorno das duas disciplinas ao ensino médio, 37 anos depois de serem excluídas do currículo por decisão do regime militar que governou o país (1964-1985), tendo sido, então, substituídas pela disciplina Educação Moral e Cívica. A senadora frisou ainda que a proposta tramitava há onze anos no Congresso Nacional.- As duas disciplinas permitem à juventude acessar todas as matérias do conhecimento, permite que se formem conceitos, caráter moral e que as pessoas tenham uma visão humanista. Fizemos um acordo e votamos por unanimidade. Hoje fizemos um grande benefício à juventude brasileira - avaliou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;PLENÁRIO / Votações08/05/2008 - 15h18 Aprovada a inclusão de Filosofia e Sociologia no currículo do ensino de nível médio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Paulo Sérgio Vasco / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-3121268705137078084?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/3121268705137078084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=3121268705137078084&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3121268705137078084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3121268705137078084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/05/sociologia-foi-aprovada-no-senado-agora.html' title='SOCIOLOGIA  FOI APROVADA NO SENADO AGORA VAI PARA A SANÇÃO PRESIDENCIAL'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-8937972514357165793</id><published>2008-05-08T15:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T15:04:44.923-07:00</updated><title type='text'>Cine-debate COOPSSOL</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SCN48pPBtLI/AAAAAAAAABQ/2qUK7NHuQsc/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198131378172048562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SCN48pPBtLI/AAAAAAAAABQ/2qUK7NHuQsc/s320/imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-8937972514357165793?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/8937972514357165793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=8937972514357165793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8937972514357165793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8937972514357165793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/05/cine-debate-coopssol.html' title='Cine-debate COOPSSOL'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/SCN48pPBtLI/AAAAAAAAABQ/2qUK7NHuQsc/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-8310418179903994788</id><published>2008-05-08T15:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T15:02:20.347-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-8310418179903994788?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/8310418179903994788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=8310418179903994788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8310418179903994788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/8310418179903994788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4725397065854890520</id><published>2008-05-06T18:38:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T18:41:49.323-07:00</updated><title type='text'>Reintrodução da Sociologia e Filosofia no Ensino Médio aprovada na Comissão de educação do Senado</title><content type='html'>O projeto de reintrodução de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio,  importantíssimo para nossa categoria  foi aprovado na Comissão de Educação do Senado nesta data no início da tarde. Trata-se do PLC 04/08 de autoria do Dep Ribamar Alves PSB/MA, que tramita no Congresso Nacional desde 2003.   Projeto de igual teor de 1997 do Dep Padre Roque Zimermann (PT/PR) também fora aprovado no Congresso e vetado pelo Ex-presidente FHC em 2001.&lt;br /&gt;Agora o mesmo segue ao plenário e se aprovado - sem emendas vai para  sanção do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;Ainda assim  falta o desafio do Plenario  no qual ainda podem ser apresentadas emendas. Caso isso ocorra e sendo aprovada a inclusão de emenda , o projeto volta para a Câmara.&lt;br /&gt;Foi aprovado ainda um requerimento de urgência do Senador Flávio Arns (PT/PR) na Comissão de Educação. Com isso o projeto  será encaminhado ao plenário em breve podendo ocorrer ainda este mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4725397065854890520?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4725397065854890520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4725397065854890520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4725397065854890520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4725397065854890520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/05/reintroduo-da-sociologia-e-filosofia-no.html' title='Reintrodução da Sociologia e Filosofia no Ensino Médio aprovada na Comissão de educação do Senado'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-1328224503775926715</id><published>2008-04-29T14:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T14:33:27.387-07:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a Política</title><content type='html'>Problemas na condução do poder ou do patrimônio público não são recentes, nem mesmo as reflexões que são feitas sobre essas questões. Procurando identificar a forma de conduzir a política, encontramos as seguintes idéias:&lt;br /&gt;1) Há duas formas de ser político: Pode-se viver ‘para’ a política ou ‘da’ política. Em condições normais, o homem político deveria ter independência econômica para não depender das vantagens que a atividade política pudesse proporcionar. Pensando dessa forma, o tipo ideal de político seria aquele que tem dinheiro suficiente para não precisar trabalhar e dedicar-se somente à atividade política. Isso porque aqueles que trabalham em outras atividades não dispõem de tempo. O político profissional é aquele que vive ‘da’ política. Atualmente, não é difícil de encontrar os políticos de carreiras, ou seja, aqueles que vivem somente da atividade política, o que pode ser um dos principais elementos que envolvem a questão da corrupção. &lt;br /&gt;2) A função pública exige um grupo de trabalhadores especializados, altamente qualificados e que se preparam, durante muito tempo, para o desempenho da sua tarefa profissional, sendo conduzidos por um sentimento de honra e de integridade. Sendo assim, é excluída a figura do funcionário de carreira, o qual a cada nova eleição é substituído por outros. O verdadeiro funcionário não deve fazer política, em virtude da sua vocação: deve administrar antes de tudo de forma apartidária. Tomar partido, lutar são características do homem e do chefe político.&lt;br /&gt;3) A legislação deve ter o propósito de garantir o controle de despesas eleitorais e de contrabalançar o poder do dinheiro, obrigando o candidato a fazer declarações das somas utilizadas durante o decorrer da campanha.&lt;br /&gt;4) Os parlamentares foram criando o hábito de utilizar suas cadeiras para cuidar de assuntos privados, deixando pelo menos a impressão de que se preocupavam com o bem-estar da nação. O parlamentar nada mais tem a fazer além de votar e não trair seu partido.&lt;br /&gt;5) Nas eleições existe a figura de um empresário político que possui recursos e busca votos eleitorais em benefício próprio, correndo os riscos e perigos próprios dessa atividade. Transformou-se em elemento indispensável ao partido, já que tudo se centraliza em suas mãos. Este não professa princípios e não se apega a uma doutrina política definida, preocupa-se apenas com a forma como vai conseguir o maior número de votos possível.&lt;br /&gt;6) O político deve dominar um inimigo que é a vaidade. A vaidade, a necessidade de se colocar pessoalmente, da forma mais evidente possível, leva o político à tentação de estar no poder pelo poder sem se mover por qualquer propósito nobre.&lt;br /&gt;7) Existem apenas dois tipos de pecado mortal em política: não defender causa alguma e não ter sentimento de responsabilidade.&lt;br /&gt;8) Qualquer um que deseja se dedicar à política deve ter clareza da necessidade da ética.&lt;br /&gt;9) Tem vocação política aquele que não se abate diante de qualquer circunstância e mostra-se disposto diante de tudo.&lt;br /&gt;Embora esses princípios pareçam muito atuais, foram pensados no final do século XIX, na obra de Max Weber, quando a situação política e partidária era muito diferente da atual. Mesmo assim, esses apontamentos mostram-se bastante presentes na nossa realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-1328224503775926715?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/1328224503775926715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=1328224503775926715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/1328224503775926715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/1328224503775926715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/04/reflexes-sobre-poltica.html' title='Reflexões sobre a Política'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2649957673673619774</id><published>2008-04-02T12:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-02T12:26:26.025-07:00</updated><title type='text'>Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.&lt;br /&gt;A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 28 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.&lt;br /&gt;Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.&lt;br /&gt;Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.&lt;br /&gt;É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.&lt;br /&gt;Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.reporterbrasil.org.br/abaixo-assinado.php"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://www.reporterbrasil.org.br/abaixo-assinado.php&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2649957673673619774?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2649957673673619774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2649957673673619774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2649957673673619774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2649957673673619774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/04/abaixo-assinado-pela-aprovao-da-pec-do_02.html' title='Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4597028073377510523</id><published>2008-02-24T10:26:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T10:27:05.826-08:00</updated><title type='text'>O fim das emendas parlamentares?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;As emendas parlamentares constituem–se como um recurso para a alteração da proposta de orçamento elaborada pelo poder executivo, dessa forma, o legislativo pode participar da elaboração do orçamento anual, aperfeiçoando a proposta encaminhada pelo executivo. Tais emendas são divididas em individuais, coletivas, isto é, aquelas apresentadas pelas bancadas estaduais ou pelas comissões e as emendas propostas pelos relatores. Atualmente existe uma intenção de extinguir esta prerrogativa. Os Democratas (Dem) pretendem propor, a partir dos próximos meses, um projeto que visa acabar com as emendas parlamentares. A iniciativa é do deputado federal Onyx Lorenzoni.&lt;br /&gt;            A polêmica em torno desse assunto é grande. Por um lado, as emendas são vistas como fundamentais para lidar com as artimanhas do sistema político brasileiro e com todas as questões que permeiam a forma como é distribuído o orçamento público, possibilitando que os parlamentares possam atender às demandas do seu eleitorado, que nem sempre são contempladas pela distribuição orçamentária geral ou porque os recursos não são suficientes. A medida ainda serve para aproximar o executivo do legislativo na discussão sobre os recursos públicos. Por outro lado, a possibilidade dos parlamentares terem acesso a uma parte do orçamento para distribuírem a parcelas específicas do seu eleitorado pode caracterizar uma relação de clientelismo com os eleitores, ou seja, o voto é dado em troca da distribuição de um benefício específico e ainda é o que pode garantir uma futura reeleição.&lt;br /&gt;Tomando como ponto de partida a tradição de artimanhas do sistema político brasileiro, não é difícil imaginar os rumos que os recursos das emendas parlamentares tomam e a própria conotação clientelista que dá ao processo eleitoral, além de fundamentar o individualismo nas relações políticas. A aplicação das emendas parlamentares, sobretudo as individuais, assume o papel de moeda de troca na relação que envolve eleitores, legislativo e executivo. A relação entre o executivo e o legislativo também sofre influências desse mecanismo, considerando que o governo precisa de apoio e dificilmente tem a maioria como base aliada, então precisa encontrar alguma forma de fazer seus interesses prevalecerem e uma das formas é a liberação de recursos em troca de apoio; casos dessa natureza não são raros.&lt;br /&gt;            As divergências sobre esse tema serão muito grandes, porque os interesses em jogo são muitos. Essa, provavelmente, não será uma medida que acabará com as relações de clientelismo na política e nem mesmo com a corrupção, mas a discussão permitirá rever as formas de direcionar os recursos públicos de forma mais eficiente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4597028073377510523?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4597028073377510523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4597028073377510523&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4597028073377510523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4597028073377510523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/02/o-fim-das-emendas-parlamentares.html' title='O fim das emendas parlamentares?'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-4250786684280165742</id><published>2008-01-26T14:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-26T14:10:16.422-08:00</updated><title type='text'>Avaliando a educação</title><content type='html'>No último mês de dezembro foram divulgados novos dados sobre o Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA). O PISA trata-se de uma avaliação de cunho internacional e que aborda conhecimentos de leitura, matemática e ciências. Seu objetivo principal é fornecer dados para fomentar discussões sobre a qualidade da educação e a implementação de políticas educacionais para a educação básica.&lt;br /&gt;O Brasil participou pela terceira vez da pesquisa que é realizada a cada três anos. Nesta edição, conforme os dados, o país apresentou resultados semelhantes aos anos anteriores em Ciências, uma queda em leitura e um aumento nos conhecimentos de matemática. Os índices não são animadores. Causou polêmica o fato do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ter divulgado os números estabelecendo um comparativo entre os estados brasileiros, o que não seria possível pelo cunho que a pesquisa apresenta. Na comparação o Rio Grande do Sul ficou em terceiro lugar em áreas como ciências e matemática e em sétimo na avaliação de leitura. Comparações inadequadas ou não, o fato é que diferentes pesquisas têm confirmado o que todos sabem e vivenciam que é a falta de qualidade da educação brasileira, mesmo que apresente índices melhores em determinadas regiões. Mais de 50% dos estudantes brasileiros encontram dificuldades em leitura, uma habilidade básica para a construção do conhecimento. Pesquisas de outra natureza, realizadas em momentos anteriores no Brasil, demonstraram que 35% dos analfabetos já freqüentaram a escola. Estudos também indicaram que em 2000 o analfabetismo funcional no Brasil era de 27,8% e no RS 18,1% da população encontrava-se nessa situação.&lt;br /&gt;Durante muito tempo o grande desafio da sociedade brasileira foi garantir o acesso à educação, em virtude de uma história de séculos, na qual a educação foi negada a maior parte da população. Hoje essa realidade encontra-se diferente e um ensino de qualidade apresenta-se como objetivo primeiro. Entretanto, isso nem sempre é visualizado na prática, pois não são raras as situações em que nos deparamos com a certificação em massa, sem qualquer preocupação com o conhecimento ou ainda um olhar voltado para a redução dos gastos, não enfocando a eficiência das políticas públicas para a área.&lt;br /&gt;Estudos que procuram detectar as causas dos problemas da educação não são recentes nem raros, sobretudo, no campo acadêmico. Entretanto, mesmo com tantos diagnósticos, as políticas educacionais parecem ainda não ter encontrado um caminho mais promissor. Em tempos em que teorias pregam construção do conhecimento, inovação, pesquisa, interdisciplinaridade e cidadania, encontramos as políticas e práticas educacionais muito distantes disso, sendo pautadas pela falta de reflexão, escassez de pesquisa e sem conexão com a realidade, especialmente nos próprios cursos de formação de professores, o que acaba por alimentar um ciclo vicioso de reprodução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-4250786684280165742?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/4250786684280165742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=4250786684280165742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4250786684280165742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/4250786684280165742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/01/avaliando-educao.html' title='Avaliando a educação'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-3647910591557552032</id><published>2008-01-08T13:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T14:01:45.634-08:00</updated><title type='text'>Do Jeitinho Brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/R4PyvSxgbII/AAAAAAAAAA8/2Xie7RajW7s/s1600-h/macunaima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153229292949236866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/R4PyvSxgbII/AAAAAAAAAA8/2Xie7RajW7s/s320/macunaima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Buscando as origens da formação brasileira encontramos o que Sérgio Buarque de Holanda denominou como o “homem aventureiro”. Essa é uma característica advinda de Portugal e que fez parte do processo de colonização, pois para a exploração das terras precisava-se de homens ousados, sem medo de investimentos inseguros. Isso contribui para a formação de um “homem cordial” - um sujeito avesso a regras, à civilidade, aos formalismos, às hierarquias. Tal homem não tem facilidade em reconhecer a existência dos seus superiores e, por isso, cria mecanismos de proximidade, como apelidos e diminutivos para referir-se a ele.&lt;br /&gt;Contudo, esses elementos que definem o homem cordial não se resumem aos apertos de mão e abraços conferidos às autoridades, nem aos almoços e jantares oferecidos aos chefes, aos políticos, às gorjetas. Observamos isso na estrutura social brasileira, tornando-se presente na não existência de moral social nas atitudes do povo brasileiro. Somos um povo familiarizado com privilégios que não permitem a distinção do que é público ou privado. No momento de realizarmos algo para uma comunidade ou empregar alguém estamos mais calcados na proximidade que temos com a comunidade ou com o indivíduo, para lhe concedermos um emprego ou cargos públicos, por exemplo, do que na sua eficiência ou capacidade para desenvolver a função. A confiança pessoal sobrepõe à capacidade e a exemplo disso estão muitos dos cargos de confiança destinados pelas administrações públicas.&lt;br /&gt;Essas características exercem influência na formação cultural do povo brasileiro e algumas situações acabam se tornando naturais a ponto de não vermos mais a distinção entre o público e o privado. Aqueles que fazem parte das administrações públicas sentem-se donos ou com maiores direitos sobre o que é público não percebendo os limites existentes e, de certa forma, os que não pertencem a essa categoria acabam glorificando aqueles que usam o dinheiro público em favor da própria sociedade. Em uma sociedade onde essas distinções são claras não ocorrem essas confusões. Também podemos tomar como exemplo o caso dos que, ao contrário, utilizam-se do que é público não em favor do mesmo, mas em nome do privado.&lt;br /&gt;A tradição de não separar esses pólos leva à formação do individualismo, originando pessoas preocupadas apenas com a sua sobrevivência, com o seu bem estar como se estivessem isoladas umas das outras. Esse é um dos entraves para a constituição de uma moral e de uma democracia social. Em uma análise geral da sociedade brasileira podemos definir essas características advindas da aventura e necessárias para o processo de colonização como um entrave para o desenvolvimento atual de solidariedade, de democracia e de bem estar social. Esses elementos levariam todos a usufruírem os seus direitos da mesma maneira, mas pela manipulação de uns, outros, ficam à margem da dignidade social. E as parcelas que dispõem desses bens terminam por oferecer “ajudas” aos outros, quase em forma de esmolas, demonstrando o quanto são gentis às causas alheias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem: "O batizado de Macunaima", de Tarsila do Amaral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-3647910591557552032?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/3647910591557552032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=3647910591557552032&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3647910591557552032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/3647910591557552032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2008/01/do-jeitinho-brasileiro.html' title='Do Jeitinho Brasileiro'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/R4PyvSxgbII/AAAAAAAAAA8/2Xie7RajW7s/s72-c/macunaima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2726822203195446768</id><published>2007-12-13T06:28:00.001-08:00</published><updated>2007-12-13T06:32:14.199-08:00</updated><title type='text'>Mészáros: A educação para além do capital</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/R2FCX7GhPKI/AAAAAAAAAAs/-kl3X0T0Cc4/s1600-h/051meszaros.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143465228203277474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/R2FCX7GhPKI/AAAAAAAAAAs/-kl3X0T0Cc4/s320/051meszaros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lendo o livro “A educação para além do capital” com o intiuto de elaborar uma resenha para a disciplina de “Trabalho, Educação e Movimentos Socias” resolvi transcrever algumas idéias aqui, considenrando que este livro permite inumeras reflexões discordando ou concordando com o autor, o impossível é permanecer indiferente ao que trata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;István Mészáros é um filósofo húngaro e está entre os mais importantes intelectuais marxistas da atualidade. Nasceu em 1930, na Hungria, com doze trabalhava como operário em uma fábrica de aviões de carga, tendo que mentir a idade em quatro anos para isso. Começou a trabalhar como assistente de Georg Lukács em 1951, e seria indicado como seu sucessor na universidade de Budapeste, mas a invasão soviética de 1956 forçou-o a sair do país. Vive hoje na Inglaterra. Seu objetivo é reescrever a obra de Marx, o Capital, foi nesse sentido que dentre suas principais obras está “Para além do capital”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “ A educação para além do capital” trata da necessidade de um rompimento radical com a lógica do capital para que não se abandone a transformação qualitativa necessária à educação, pois os processos educacionais estão intimamente ligados aos processos sociais.&lt;br /&gt;Segundo o autor, não podemos pensar em mudar a educação sem antes alterar o quadro social no qual as práticas educacionais estão inseridas, pois a atual forma de organização e reprodução da sociedade apenas admite alguns ajustes, mas que não alteram a sua lógica. Dessa forma, as mudanças realizadas têm permitido apenas a correção de alguns aspectos, entretanto, sem alterar as determinações estruturais da sociedade, que estão em conformidade com a lógica global.&lt;br /&gt;Mészáros enfatiza que a partir do momento em que restringimos a mudança educacional radical aos interesses do capital, abandonamos qualquer possibilidade de uma transformação social qualitativa, pois a reforma do atual sistema é uma contradição e apresenta impossibilidades da existência de um conflito legítimo com as forças hegemônicas do capital. O atual processo de configuração da educação faz com que ela não só sirva como um meio de fornecer a mão-de-obra e os conhecimentos necessários à produção, mas, sobretudo, perpetue os valores que legitimam os interesses dominantes, pregando a impossibilidade de uma alternativa à atual forma de gestão da sociedade. Nesse sentido o capital é irreformável.&lt;br /&gt;Salienta o autor que a educação formal por si só não é capaz de superar o sistema do capital e também não tem a possibilidade de sozinha criar uma alternativa emancipadora radical. Entretanto, a educação tem tido o papel de produzir conformidade e consenso. Sendo assim, não é possível esperar que a atual lógica instigue o rompimento com a hegemonia do capital. É nesse sentido que Mészáros trata da necessidade de mudanças essenciais e não formais, alterando o sistema de internalização de legitimidade da posição que os sujeitos ocupam na hierarquia social.&lt;br /&gt;Dessa forma, cabe pensar se os processos de aprendizagem têm sido capazes de promover a auto-realização dos sujeitos ou limita-se a perpetuar a ordem social alienante e incontrolável do capital. O processo predominante identificado mostra que a educação tem excluído a maioria da humanidade da possibilidade de agir como sujeitos, condenando-os a meros objetos em nome da superioridade da elite meritorática, tecnocrática e empresarial. Baseado nos escritos de Gramsci, Mészáros aponta que a mudança ou a manutenção dessa configuração social dependerá da forma como as forças sociais conflitantes estabelecerão seus confrontos e seus interesses.&lt;br /&gt;Os princípios orientadores da educação precisam se afastar da imposição do conformismo e caminhar em direção de práticas educacionais abrangentes como “a nossa própria vida”, sem isso Mészáros não concebe possibilidades de práticas emancipadoras na educação formal.&lt;br /&gt;Partindo da idéia de que na tradição marxista a transcendência da auto-alienação do trabalho é encarada como uma tarefa educacional, Mészáros defende uma “sociedade de produtores livremente associados”, pois o papel da educação é soberano seja para mudar as atuais condições de reprodução, seja para a automudança dos indivíduos com o intuito de concretizar uma nova ordem social.&lt;br /&gt;A concepção de uma educação que vá além do capital está fundamentada em uma ordem qualitativamente diferente. O sistema do capital consiste na alienação de mediações de segunda ordem que são impostas e que sem elas ele não conseguiria sobreviver. Tais mediações são o Estado, a relação de troca orientada para o mercado e o trabalho a partir de sua subordinação ao capital. Como alternativa a esse processo o autor aponta a automeditação, de forma inseparável do autocontrole e da auto-realização, atingidos por meio da liberdade e da igualdade substantiva, em uma nova realidade composta por indivíduos livremente associados. Uma proposta emancipatória perpassa pela intervenção ativa da educação, voltada para a construção de uma nova ordem social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2726822203195446768?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2726822203195446768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2726822203195446768&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2726822203195446768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2726822203195446768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2007/12/lendo-o-livro-educao-para-alm-do.html' title='Mészáros: A educação para além do capital'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/R2FCX7GhPKI/AAAAAAAAAAs/-kl3X0T0Cc4/s72-c/051meszaros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2991735868668046123</id><published>2007-11-23T05:01:00.000-08:00</published><updated>2007-11-23T05:11:34.703-08:00</updated><title type='text'>Trabalho e educação: Homo faber X Homo sapiens</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ao criar esse blog não imaginava que eu demoraria tanto para conseguir atualizá-lo. Isso não ocorre por falta de idéias, mas for falta de tempo e por um outro fator que acabei percebendo: estava demorando para escrever, porque pensava em fazer algo mais elaborado. Agora percebi que isso não é necessário, porque aqui não é um espaço adequado para isso, serve mais para pequenas reflexões/discussões. Então, segue uma dessas reflexões!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As discussões sobre o mundo do trabalho causam muita polêmica e levam a pensar qual será o seu futuro, diante do avanço das novas tecnologias. Não são raras as vezes que nos deparamos com a tese do fim da categoria trabalho. Isso não é de todo descabido, mas é preciso ressaltar que é o fim de um determinado tipo de trabalho, caracterizado por determinados aspectos históricos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica que a tecnologia traz não apenas para o trabalho, mas para as relações humanas de forma geral são fundamentais, porque mudam as relações técnicas e sociais de produção. As relações de trabalhos estão constantemente em mudança, cada vez parece mais distante a possibilidade de se consolidar uma carreira profissional, pois emergem as formas de trabalho flexíveis e que exigem muitas mudanças para o acompanhamento das novas realidades. O tempo e o espaço de trabalho também sofrem modificações. Atualmente é comum o trabalho realizado em casa ou em espaços variados. Entretanto, o trabalho parece estar cada vez mais presente na vida das pessoas, ocupando muito mais tempo e espaço, muitas vezes, sem percebermos. Mesmo que alguns autores afirmem o contrário, a própria identificação com o trabalho ainda é grande, basta observarmos que quando nos apresentamos a alguém geralmente a “profissão” ou o trabalho são uma das primeiras informações a serem ditas. Neste espaço, inclusive, iniciei me descrevendo por aspectos relacionados ao trabalho e nisso está implícita uma concepção de mundo, que expressa a importância que a categoria trabalho ainda tem na sociedade atual. Não vejo essa concepção de forma a unificar o sujeito, pois nesse sentido as teorias pós-modernas sobre identidade podem nos fornecer alguns subsídios para reflexão, na medida em que tratam das múltiplas identidades do sujeito. Isso não quer dizer que o sujeito seja unificado por essa identidade do trabalho, mas ela exerce um papel fundamental na forma como a sociedade está organizada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É inegável que as tecnologias trazem elementos positivos ao mundo do trabalho, mas precisamos pensar sempre na forma como elas são articuladas com a realidade socioeconômica e política que temos, pois não é possível desconsiderar que muitas pessoas estão distantes das tecnologias em virtude da gigantesca desigualdade social. A questão que se coloca é como pensar as relações de trabalho diante do contexto socioeconômico. Precisamos pensar quais são as possíveis alternativas diante desse contexto, considerando que não é possível tentar frear as transformações, pelo contrário, é necessário promovê-las. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessas discussões rapidamente surge como “solução” a educação. Entretanto, ao pensar nessa possível saída chegamos diante de um outro problema que é a forma como está organizado o sistema educacional e que tem permitido, de maneira bastante precária, o acesso ao conhecimento e a informação que são peças chaves nesse novo momento do mundo do trabalho. Nesse ponto, nas últimas décadas temos encontrado uma enxurrada de programas que procuram articular a educação ao trabalho e especialmente destinados às camadas sociais mais pobres. Assim, encontramos uma dicotomia no processo educacional, como disse Florestan Fernandes, alguns aprendem na escola uma “cultura geral” e outros recebem o “adestramento na situação de trabalho”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2991735868668046123?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2991735868668046123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2991735868668046123&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2991735868668046123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2991735868668046123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2007/11/trabalho-e-educao-homo-faber-x-homo.html' title='Trabalho e educação: Homo faber X Homo sapiens'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7432025187252434684.post-2784986034151454164</id><published>2007-11-13T03:47:00.001-08:00</published><updated>2007-11-14T16:17:29.596-08:00</updated><title type='text'>Eis o blog...</title><content type='html'>“Mes mots et mes choses”: Esse nome tem origem a partir de um jogo de palavras feito pelo Thiago, quando conversamos sobre um livro de Michel Foucault, cujo título, em português, é “As palavras e as coisas”. Fui instigada pelo Thiago a denominar o blog dessa forma, aliás a própria criação do blog foi por influência dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pensem, já esclareço que eu não sou nenhuma seguidora de Foucault, aliás estou tendo a primeira aproximação com este autor em uma disciplina do mestrado que aborda teóricos pós-estruturalistas. Além dele, estudamos Giddens e Bourdieu. Vale a pena comentar um pouco sobre isso, nesse momento, porque assuntos dessa natureza serão predominantes nesse espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa disciplina tem sido interessante para que eu possa pensar sobre a matriz epistemológica em que cada autor está calcado, abordagem que tem me interessado bastante nos últimos tempos. Em virtude de uma constante inquietação com classificações de autores e pesquisadores como “marxista”, “positivista”, “pós-estruturalista”, às vezes sem qualquer fundamentação, tenho sido levada a procurar identificar o método dos autores ou as suas principais influências. É nesse contexto que surge o interesse em estudar Foucault ou qualquer um dos outros citados. Entretanto, meu objetivo mais imediato tem sido compreender o método materialista histórico dialético e desvendar as inúmeras críticas feitas a ele, em muitos casos, fruto de leituras reducionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, as postagens que farei vão circular por essas temáticas, na medida em que eu for conseguindo decifrá-las, é claro que de forma muito simples. Também serão freqüentes outros assuntos como tentativas de análises de fatos recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7432025187252434684-2784986034151454164?l=mesmotsetmeschoses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/feeds/2784986034151454164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7432025187252434684&amp;postID=2784986034151454164&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2784986034151454164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7432025187252434684/posts/default/2784986034151454164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mesmotsetmeschoses.blogspot.com/2007/11/eis-o-blog_482.html' title='Eis o blog...'/><author><name>Vanessa Petró</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10167966104254201954</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_fCi1QbGFKTg/S4MAO5gLzNI/AAAAAAAAAD8/scQxJ048rFE/S220/IMG_1150.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
